O Primeiro Amor

“Talvez eu tivesse me orgulhado em anos passados, que meu cristianismo fosse tão disciplinado e controlado e, portanto, concluía que tudo estava em ordem. Assim como muitos cristãos, eu havia presumido que, gradualmente, perdemos o amor que temos inicialmente pelo Senhor. Pensava que desaparecera - da mesma forma que num bom casamento - para ser substituído por um amor racional, amadurecido, sóbrio e realista, e com os pés no chão. Esta era a ilusão na qual estava vivendo. Mas agora, as escamas caíam dos meus olhos. Precisamente no meu desejo de ser sobriamente realista, meu amor por Jesus havia falhado. Meu pecado permanecia descoberto e exposto à luz da Palavra de Deus: eu não tinha levado a sério o mandamento de Jesus, pois Ele pedia um amor que O coloca acima de tudo mais, que O ama com toda a sua força, que lhe consagra tudo o que somos e temos. Quem é verdadeiramente realista e sóbrio em seu amor? Somente aquele que se apega a seu “primeiro amor” - um amor que é fora do comum e arrisca tudo. Isso tornou-se claro para mim, pois somente tal amor é obediente ao primeiro mandamento.” Basilea Schlink

“A maioria dos cristãos aprendeu na igreja ou com os pais que deve separar um tempo do dia para oração e leitura da palavra de Deus. É assim que, em tese, devemos proceder, e foi isso o que tentei bravamente fazer por um bocado de tempo. Quando não conseguia, me sentia culpado. Com o tempo, percebi que, quando amamos Deus, nós o buscamos natural, frequente e zelozamente. Jesus não ordenou que passássemos um período diário com Ele em vez disso, nos orientou: "Ame o Senhor, o Seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento”. Ele classifica essa ordem como “o primeiro e maior mandamento” (Mt 22:37-38). Os resultados são a oração e o estudo de Sua Palavra. Nossa motivação muda, passando da culpa para o amor.“ Francis Chan